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Depois de lotar o Teatro Ademir Rosa (TAR) na abertura da temporada 2016, a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (Ossca) apresenta o seu segundo espetáculo do ano: a Série Popular com participação de Dudu Fileti e banda. O show será em 10 de maio, terça-feira, às 21h, também no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Desta vez, o ingresso social será um “item pet” (alimento ou remédio para cães e gatos) e mais a quantia de R$ 10. Há também a opção de comprar o bilhete pelo valor completo de R$ 40. Os ingressos vão estar disponíveis para compra a partir de segunda-feira, 2 de maio, no CIC. O item pet deve ser levado junto com o bilhete no dia do evento. Toda a arrecadação será doada ao Canil de São José e Bredog Floripa, organizações que prestam assistência e encaminham cães e gatos abandonados para adoção. 

 

​​Este será o primeiro espetáculo do cantor Dudu Fileti, depois do final da turnê em Santa Catarina pelo Circuito Sesc de Música, onde cantou composições do seu primeiro álbum "Amizade", lançado em fevereiro. O repertório será formado por 11 peças populares que compõem o CD, dez delas são autorais, compostas pelo cantor e pelas parceiras Maria Teresa Picolli e Ryana Gabech, e uma regravação da consagrada “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa. A banda é formada pelos músicos  Moisés de Jesus (baixo),  Diego Nunes (guitarra) e Narciso Farias (bateria).

 

Será a primeira vez também que o cantor e compositor sobe ao palco para cantar suas músicas ao lado de uma orquestra. “É uma coisa totalmente nova pra mim. O convite apareceu num momento muito especial em que eu acabo de lançar o álbum. Apresentar esse repertório com mensagens e melodias lindas junto com uma orquestra é de grande valor. Fiquei muito lisonjeado com o convite da Ossca e estou curioso para ver o resultado”, conta Dudu.

 

Entre os destaques do show está a milonga “Pepe”, que traz frases famosas do ex-presidente do Uruguai, José Alberto Mujica (Pepe), em uma composição de Alegre Correa. “Ele, Alegre, disse que “Pepe” aconteceu por minha causa, pelo meu jeito de cantar. E essa sintonia é o que traduz o trabalho”, explica o canto

Um espetáculo sinfônico e popular

 

 

personagem, neste caso o cantor, que passa a conduzir o espetáculo. “Neste tipo de show o maestro segue o cantor e conduz a orquestra. É preciso atentar para o fluxo do solista e a habilidade dele de sentir a emoção e a adrenalina”, revela.

 

​​Conhecida pelo repertório erudito, a sinfônica de Santa Catarina já realizou espetáculos populares similares a esse nos anos 2000, com Dazaranha, Banda Iriê e o gaúcho Renato Borghetti. A música popular é considerada propriedade do povo pois reúne peças com textos que se associam ao cotidiano das pessoas, facilitando o seu entendimento. “A sinfonia também é um jogo de frases, uma trama de conversas musicais, porém com estrutura longa. Erudita é a música pura, o som pelo som, por isso mais difícil de entender”, explica o regente. 

 

​Sempre envolvida em ações sociais, a Ossca tem interesse em se aproximar do gosto popular com espetáculos pontuais como esse. “Na música não há seleção de pessoas. As linguagens erudita e popular são diferentes, porém não podem distanciar o público”, pontua o maestro.

 

Ingresso social

As organizações que serão beneficiadas pelo ingresso social geralmente tratam de animais que, além de abandonados, encontram-se em condições precárias de saúde, por isso os itens doados precisam atender certas especificidades, principalmente os alimentos. Por indicação das integrantes das duas entidades, a Ossca fez uma lista de remédios e alimentos para cães ou gatos que serão aceitos: caixa de vermífugo (comprimidos avulsos não são válidos), um quilo de ração tipo Premium (o tipo contem os valores nutricionais necessários para animais doentes), unidade de talco anti-pulga/carrapato, ração de latinha (mínimo duas unidades). Não serão aceitos saches, pela alta concentração de sódio, não indicada para animais em estado de saúde vulnerável.
 

Espetáculo popular com Dudu Fileti e Banda

​O regente e diretor artístico da Ossca, José Nilo Valle, explica que o espetáculo tem características diferentes de um concerto sinfônico tradicional, entre elas a duração de cada obra. Enquanto uma sinfonia pode durar até 50 minutos, as músicas populares levam em média quatro minutos. “Continua sendo um concerto sinfônico, porém com a inclusão de um grupo popular. É um casamento da música popular com a nossa sinfônica”, afirma.

Na Série Popular, o instrumento “voz” integra-se à orquestra em todas as peças e, assim como em uma ópera ou balé, é a